Sobre o projeto

“Então, eu vou falar oralmente. Eu não vou falar como branco fala com o papel. O meu papel, filosofia que guarda. O meu povo chama esse lugar, a casa do “Gavião de duas cabeças”. O Gavião está engolindo nós, todo mundo. O índio, o branco, o negro. Está engolindo o nosso país”. (Je`a kawe`eng ne upe jeko awi. Nite`a je kame`eng kahera a pupe caraip a wite. Je carret, je a kang a pupe. Je kamara ekame`eng ang “Gavião de duas cabeças” hok.  Ae`a oua wetepewara papat. Cawaip, caraip, ipitsunamae. O’ua wetepewara je`neretaim).

O projeto Gavião de Duas Cabeças nasce do encontro de Andreia Duarte e Juliana Pautilla, que trabalham juntas desde 2010. Desde então, a parceria vem se frutificando em pesquisas acadêmicas, conversas sobre educação e arte, sonhos, e claro, teatro, muito teatro.

“Gavião de duas cabeças” vem criando asas naturalmente, surgindo desses encontros e conversas com o desejo de pesquisar e realizar um teatro contemporâneo e político, voltado para questões da invisibilidade social. E também com uma “pegada” de fisicalidade, entendendo o corpo do outro como um documento potente de comunicação. Foram encontros em Belo Horizonte e São Paulo, indo e vindo, conversas de skype e parcerias com artistas de ambas as cidades, interessados no tema, acreditando em nosso trabalho e apostando na necessidade de falar sobre a questão indígena atual.

O processo de criação da cena iniciou em 2015, apresentada como working progress no projeto da UFMG Primavera nos Museus em Tiradentes (setembro). Depois houve dois ensaios abertos, em Belo Horizonte, no Esquyna (outubro) e em São Paulo, na Funarte (novembro). E nos apresentamos então no Festival de Cenas Breves em Manaus. Em 2016 fomos contempladas pelo edital Cena Aberta da Funarte São Paulo e fizemos uma temporada de ensaios abertos, realizados no Teatro de Arena Eugenio Kusnet. Esse último evento foi fundamental para o processo de criação, pois tivemos a oportunidade de trocar com público especializado e leigo. Alguns depoimentos estão na nossa página.

Trata-se de um espetáculo-performance-experiência, autobiográfico e ficcional, real e imprescindível, em que a atriz dança seu ritual de encontro.  Tanto o encontro feito há 17 anos com os índios Kamayura do alto Xingu, quanto o encontro de agora, com o público, que é chamado a ver-ouvir o genocídio legalizado pelo discurso.
A atriz empresta seu corpo como um documento de resistência poética. A experiência vivida da atriz durante cinco anos na aldeia, num contexto cultural de diversidade, passa a ser, com a criação cênica, uma  oportunidade de interrogação dos muitos territórios da alteridade cultural que envolve o nosso país. A estreia será entre 28/06 e 03/07 na Funarte/SP, e prevista para o mês de agosto em Belo Horizonte.

O financiamento coletivo irá viabilizar a finalização do projeto e as estreias em São Paulo e Belo Horizonte. Convidamos todos vocês a apoiar e fazer parte!

DE QUANTO PRECISAMOS

Cenografia: 1700
Vídeo: 1300
Iluminação: 1100
Trilha/estúdio: 1200
Filmagem e fotografia: 1000
Arte gráfica e impressão: 1250
Materiais de consumo e produção: 1554
Transporte aéreo e terrestre equipe: 4375,00
Taxas: 1521,00
Total: 15000,00

RECOMPENSAS

Pensamos em diversas recompensas, que vão desde ingressos para espetáculo, em Belo Horizonte e São Paulo, à vivências artísticas, material de publicação sobre a cultura indígena e agradecimentos mais que especiais. Os recursos arrecadados serão usados para estúdio, cenário, o figurino, trilha sonora e material de divulgação.

foto livro gaviao

 

QUEM SOMOS

Idealização e atuação: Andreia Duarte
Direção e preparação corporal: Juliana Pautilla
Dramaturgia: Andreia Duarte e Juliana Pautilla
Criação e operação de luz: Fernanda Guedella
Trilha sonora: Carlinhos Ferreira
Criação de Vídeos: Natália Machiavelli
Figurino índio: Jonathan Horta e Morgana Marla
Direção de arte e execução: Alice Stamato
Registro em vídeo: Robson Timóteo
Fotografia: Fernanda Procópio
Criação Gráfica: Daniel Carneiro
Produção: Andreia Duarte e Juliana Pautilla
Produção Executiva: Flavia Servidone

Andreia Duarte é atriz, pesquisadora e professora em artes cênicas. Morou cinco anos no Parque Indígena do Xingu e aprofundou essa experiência nos processos de formação e criação no campo da atuação teatral. Nesta investigação, realizou produções em cena, mestrado em Teatro na Escola de Belas Artes da UFMG e formulou procedimentos de criação e ensino. O corpo e a experimentação em linguagens diversas sempre estiveram presentes na sua formação e experiências teatrais. Atuou, realizou workshops e demonstração de trabalho em diversos Festivais: Ouro Preto, Diamantina, São João Del Rey, Ouro Branco (MG), Le Manifest (FR) , Miteu (ES), Orbictus Pictus (FR), Breves Cenas – (AM), Rascunhos de Cena Galpão/BH), FETO (BH/MG), Ribeirão Preto (SP) etc. Realizou formações de teatros em projetos de extensão universitária, em formações de professores, escolas, estágio docência na UFMG e com grupos teatrais . Como atriz participou em “Você tem fome de que?” (dir. Lenine Martins – Galpão Cine Horto), “As carnes mais baratas do mercado” (I Festival de Performance de Belo Horizonte), performance no espetáculo “OFF ON – 4 peças curtas de Samuel Beckett” (dir. Adriano e Fernando Guimarães), “Mais Alto que a Lua” e “Ode Marítima” (Teatro da Figura); “A Filosofia na Alcova”, “Bira e Bedé” e “O quadro de todos juntos” (Pigmalião Escultura que Mexe), entre outros.

Juliana Pautilla é Artista cênica, educadora teatral e pesquisadora. Mestre em Artes (UFMG/2013) com pesquisa em Teatro Físico e interculturalidade, junto ao grupo checo Farm in the Cave. Especialista em Sistema Laban-Bartenieff (Faculdade Angel Vianna/2015), graduada em música (UEMG/2010), com pesquisa sobre gesto e som no Cavalo Marinho Pernambucano. Tem estudo e prática com ênfase em: educação nas artes do corpo e teatro, processos de criação do ator-bailarino em teatro físico, corporalidade-musicalidade, poéticas do corpo nas trocas culturais. Tem constante atuação como diretora, preparadora corporal, musicista e atriz, colaborando com artistas da área da dança, do teatro e da música. Indicada duas vezes como melhor diretora em Belo Horizonte (prêmio 10º Usiminas-Sinparc e 1º Copasa-Sinparc) pelos espetáculos “Ode Marítima” (2012) e “Se essa rua fosse minha” (2014). Em 2015 trabalhou como assistente de direção de Rodolfo Vaz e preparadora corporal no espetáculo “Janeiros” (grupo Carroça de Mamulengos), como atriz convidada do espetáculo “Os Ancestrais” do grupo Teatro Invertido (Direção Grace Passo) e como dramaturga e diretora de atores do espetáculo “Nós sobre nós” (Valores de Minas 2015). Dirigiu ainda, “Zanzar” (Valores de Minas 2014), “Mais Alto que a lua” (Pé na rua do Galpão Cine Horto, 2011), “Sua Cabeça é a Lei de Mac” (2010). Já se apresentou em festivais nacionais e internacionais, na Colômbia, em Malta, Itália e Alemanha.


Notícias

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