Sobre o projeto

José Dias de Lima é remanescente da Vila dos Marmiteiros, uma pessoa com muitas histórias nas ruas de Belo Horizonte. Respeitado na boemia, pelos seresteiros, cachaceiros e malandros. Mas, também nas novenas e na luta de sua comunidade por mais respeito e dignidade. Quem andou em BH nos idos anos 80, deve se lembrar dele: num estiloso triciclo motorizado, o primeiro que rodou na cidade, adaptado para deficiente físico. Invenção dele e de Saint-Clar, um amigo motociclista, policial militar reformado, mecânico e batedor da velha guarda, hoje presidente do Moto Clube Rebelde.

O que ele queria? Dizer sua filosofia para o mundo. O que eu quero? Valorizar, em uma singela homenagem, essa sabedoria. Entre as muitas razões o que importa é a ideia de compartilhar o pensamento e manter vivo o autor e sua visão de mundo.
Compartilhar o que nos dias de chuva, durante quinze anos, foram a paisagem que deram o ritmo dos toques na máquina de escrever Remington e embalaram o manuscrito datilografado com apenas um dedo.

Por que publicar a segunda edição do “Grande Personagem”? Quem é o grande personagem/autor deste livro?
Deixa eu me identificar: sou a filha mais velha do Zé Dias. E eu vou falar com vocês: ele prezava as pessoas, as respeitava pelas atitudes que demonstravam para com os humildes, que ele próprio representava. Era admirado por pessoas muito diferentes umas das outras, como a ex-deputada Maria Elvira (que contribuiu no lançamento da primeira edição), e o ministro Patrus Ananias, que uma vez se referiu assim sobre ele:

“Tocou-me profundamente recuperar a lembrança do Zé Dias e revê-lo, usando as suas palavras precisas, “andando pela Câmara num skate, desafiando com um sorriso a deficiência física e as contingências” Era isso mesmo! Uma figura humana esplêndida e, por que não dizer, inquietante na sua fragilidade corporal e no brilho nos olhos. Ele nos interpelava sobre o próprio sentido das nossas escolhas e prioridades.”

Por isso tudo que hoje acho necessário resgatar o verdadeiro sentido do livro e fazê-lo circular. A linha editorial e identidade visual para essa nova edição, desenvolvi durante o Trabalho de Conclusão de Curso de design gráfico. O símbolo deste trabalho é a máquina de escrever. A partir deste conceito e com a pesquisa imagética que remetia ao período em que foi escrito, a nova edição busca um dialogo do texto com ilustrações e com fotografias em preto e branco. A câmera utilizada é analógica, remetendo a ideia de que a película, assim como o livro, permanece atemporal.

Meu pai faleceu em 19 de setembro 1998, aos 61 anos depois de plantar árvore, ter filhos e escrever um livro. Segundo ele próprio, com missão cumprida. Persigo algo parecido. O de cumprir minha missão nessa vida.

Com o apoio de vocês, do povo a quem ele sempre – afinal – pertenceu, vamos conseguir viabilizar este projeto. São diferentes recompensas preparadas e várias possibilidades de contribuição.

O importante é que todos participem!


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